Um pouquinho da minha história...

Bom, antes de começar o diário dos dias após a transferência, que é o objetivo principal desse blog, vou contar um pouquinho, de forma resumida, a minha caminhada até aqui. Depois contarei melhor alguns episódios que acho que merecem destaque.

Hoje tenho 34 anos e desde a adolescência fui diagnosticada com a síndrome dos ovários policísticos (SOP). Minha menstruação nunca foi certinha e tinha vários sintomas, como acne e hirsutismo. Para minimizar esses sintomas passei a tomar o anticoncepcional Diane 35 aos 17 anos. Tomei durante muitos anos, e durante um período, por também ter enxaqueca, passei a tomar sem interrupção. Devo ter tomado direto por uns 2 anos.

Até então eu não imaginava que teria tanta dificuldade para engravidar quando quisesse, pois conhecia várias pessoas com SOP que engravidavam normalmente quando suspendiam o anticoncepcional. Em 2012, prestes a fazer 30 anos, achei que seria o momento certo para engravidar e suspendi a pílula. Foi aí que tudo começou... eu não engravidava e comecei a desconfiar que tinha algo errado. Já meu médico dizia que eu teria que tentar pelo menos 1 ano para começar a investigar. Ele não me pedia nenhum exame, mesmo eu não menstruando após ter suspendido o anticoncepcional, o que me fez pensar em trocar de médico.

Quase um ano depois de iniciar as tentativas de engravidar ouvi na rádio uma entrevista com um médico especialista em medicina reprodutiva da minha cidade. Ele falava sobre o grande número de mulheres que apresentavam problemas para engravidar e dizia que quanto mais o tempo passava menores eram as chances, encorajando as mulheres a procurarem tratamento. Dias depois liguei e marquei uma consulta. Já na primeira consulta ele me passou uma série de exames e disse que meu marido também teria que fazer um espermograma.

Fiz muitos exames, e além dos ovários policísticos e de eu não ovular com frequência, coisas que eu já sabia, estava tudo bem. Fiz a famosa histerossalpingografia, um exame para avaliar se as trompas estão obstruídas e nada foi encontrado. Já no espermograma do meu marido foram encontradas alteração na motilidade, o que diminuía muito as chances de uma gravidez natural.

O primeiro passo então foi tentar estimular minha ovulação para fazer uma Inseminação Artificial (IA). Tentei, mas meus ovários não respondiam. Com doses normais da medicação nenhum óvulo se desenvolvia, e com doses maiores, provavelmente muitos cistos se desenvolveriam ao mesmo tempo.

A única chance então seria uma Fertilização in Vitro (FIV). Como não teria outro jeito, em 2014 resolvemos embarcar nessa e tentar nossa primeira FIV. Hoje, em março de 2017, estou na quarta transferência de embriões congelados (TEC). Na segunda transferência, tive um positivo, mas perdi com 4 semanas. As outras duas tentativas não deram certo e agora estou aguardando o resultado da quarta transferência e se Deus quiser, a espera do meu bebê.

No próximo post, vou contar o que mudou no meu tratamento para essa última transferência, já que descobri algumas alterações genéticas que podem ser a causa das falhas na implantação e do aborto que sofri.


Muita paz e força na caminhada de todas as tentantes!!!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dia a dia após a transferência: D7 ao D9 (POSITIVO!!!!)

Preparativos para a transferência: investigação de trombofilia e novos medicamentos...