Preparativos para a transferência: investigação de trombofilia e novos medicamentos...
Continuando o relato, vou contar o que mudou na preparação para essa última transferência. Em todas as transferências anteriores eu só havia seguido o protocolo padrão. Natifa (estradiol) para estimular o endométrio, Utrogestan (estrogênio) que era iniciado dias antes da transferência e o ácido fólico, que já tomava frequentemente. Meu médico não recomendava nada além disso.
Eu sempre pesquisava na internet sobre alimentação, vitaminas e repouso, mas acabava não fazendo nada além do que o médico dizia que seria necessário (ou seja, NADA). Mas nessa TEC eu havia decidido tentar de tudo e me restava esperar o resultados dos exames para saber se havia alguma alteração que indicasse algum tratamento diferenciado.
O resultados dos exames saíram a prestação. Como eu já tinha uma consulta marcada para fazer um ultra-som e avaliar o desenvolvimento do endométrio, levei parte dos exames. Dos que haviam ficado prontos, apenas o FAN (Fator Anti-Nuclear) deu alterado.
O resultado foi o seguinte:
FATOR ANTI-NUCLEAR (HEP2)
NUCLEO: REAGENTE
NUCLEOLO: NAO REAGENTE
CITOPLASMA: NAO REAGENTE
APARELHO MITOTICO: NAO REAGENTE
PLACA METAFASICA CROMOSSOMICA: REAGENTE
Interpretação : PADRÃO NUCLEAR PONTILHADO FINO DENSO TITULO 1:320
VALOR DE REFERENCIA: NÃO REAGENTE
Confesso que quando vi o resultado fiquei paranoica. Não fazia ideia do que esse exame significava. Comecei a pesquisar e a única conclusão que eu cheguei é que eu tinha anticorpos atacando minhas próprias células, o que era indicativo de uma doença autoimune. Eu não sabia nada sobre doença autoimune e ao pesquisar a primeira que vi foi o Lúpus e logo lembrei que era a doença da Astrid Fontenelle. Na hora gelei, pois sempre a ouvia na TV falando da doença como se fosse algo muito sério. Depois fui me acalmando e lendo um pouco mais vi que o padrão nuclear que apresentei não é o padrão comum para lúpus.
O padrão nuclear pontilhado fino denso que apareceu no meu exame era um padrão que pode ser encontrado em indivíduos saudáveis ou com processos inflamatórios inespecíficos, doenças reumáticas autoimunes, cistite intersticial, dermatite atópica, psoríase e asma. Como eu não tenho sintoma de nenhuma dessas doenças, imaginei que não fosse nada sério.
Graças a Deus, ao chegar no consultório o médico confirmou a minha teoria e disse apenas que iria me passar uma dose baixa de corticoide por precaução. Prescreveu um comprimido por dia de Prednisona 5 mg e me garantiu que a dose era muito baixa e não causaria efeitos colaterais. Ele me explicou que a presença dos anticorpos não indica necessariamente uma doença reumática, mas eles podem interferir na implantação do embrião e atrapalhar a evolução da gravidez, por isso a medicação era importante.
Nunca me imaginei tomando corticoide, mas como a dose era baixa e poderia ser a causa das falhas nas transferências anteriores, saí de lá aliviada e corri pra farmácia para comprar o remédio.
Alguns dias depois os demais exames ficaram prontos e mais uma alteração em vista... dessa vez foi no estudo das mutações A1298C E C677T da MTHFR. E o resultado foi:
MUTAÇÕES A1298C E C677T da MTHFR
C677T : HETEROZIGOTO
A1298C: HETEROZIGOTO
VALORES DE REFERENCIA: NEGATIVO - HOMOZIGOTO SELVAGEM
Levei os exames para meu médico olhar e diante desse resultado o médico considerou iniciar um anticoagulante. Embora a mutação em heterozigose fosse mais branda, como era nos dois (C677T e A1298C), eu poderia sim ter uma forma mais leve de trombofilia (não sei se posso falar assim) que estaria influenciando a implantação dos embriões.
Estava tudo certo... até eu descobrir que o anticoagulante era uma injeção (Versa ou Clexane 40 mg) que eu mesma teria que aplicar todos os dias sozinha. Quando fiz as estimulações dos ovários era meu marido quem aplicava as injeções e eu não gostava nem de olhar. Agora eu teria que me virar e superar o medo para me aplicar as injeções.
Cheguei em casa e corri para o Youtube para aprender como fazer. Encontrei vários vídeos de tentantes que se auto-aplicavam e fiquei mais confiante. Começariam então as injeções diárias, que se Deus quiser só vai terminar com o final da gravidez. Meu médico, que me acompanha desde o início, até brincou que se der certo vou tomar as injeções feliz da vida... e vou mesmo. Agora então eu deveria continuar com o corticoide e iniciar as injeções diárias. Confesso que já até me acostumei e foi mais fácil do que eu pensava.
Desde que comecei a me planejar para essa TEC pesquisei bastante sobre vitaminas e alimentação, coisa que nunca havia feito. Até pesquisava, mas não colocava nada em prática. Dessa vez estava fazendo diferente e apostando todas as minhas fichas. Afinal, tem que dar certo!!! Resolvi então fazer tudo que podia fazer e tomar todas as vitaminas que pudessem fazer bem. Depois de muita pesquisa listo abaixo o que estou fazendo:
Medicações:
Natifa (4 comprimidos 1x ao dia)
Utrogestan 200 mg (2 cápsulas via vaginal 3x ao dia)
Predinsona 5 mg (1 comprimido 1x ao dia)
Aspirina Prevent (1 comprimido 1x ao dia)
Versa 40 mg (1 injeção ao dia)
Vitaminas:
Vitamina C (500mg)
Vitamina D3 (tomei 8000 UI/dia durante 4 semanas e após dose de manutenção de 2000 UI/dia)
Vitamina E (400mg)
Complexo B
Vitamina B12 sublingual (1 mg)
Metilfolato (1mg)
Ácido fólico (5mg)
Omega 3
Alimentação (desde o início do Utrogestan):
Abacaxi (2 fatias pela manhã)
Physalis (5 unidades pela manhã)
Ovos (de 2 a 5 por dia)
Gelatina (acabo comendo muito pouco, mas tento um pouco por dia)
Whey protein (Comprei para aumentar a proteína da dieta e tomo uma medida em dias alternados)
Gatorade (pelo menos 500 ml por dia)
Água de coco (pelo menos 300 ml por dia)
Carne magra (comendo carne todos os dias)
Inhame (enjoada de inhame já, comendo 3 vezes por semana)
Repouso:
Em relação ao repouso eu tinha decretado que dessa vez faria o máximo de repouso até o dia do Beta. Sempre fiz repouso somente nos primeiros dias, mas dessa vez estaria de férias e seria mais fácil. A questão é que hoje completo 5 dias em casa (D4 após a transferência) sem nem colocar os pés no portão e não aguento mais. Estou sozinha e entediada... ter que mentir pra algumas pessoas também é uma parte chata. Eu não contei pra absolutamente ninguém e negar convites dando desculpas esfarrapadas já está me deixando mal também. Dei sorte que agarrei num livro de 400 páginas que me distraiu por dois dias consecutivos.
Então decidi que amanhã à noite vou tomar café (na verdade exclui o café da dieta, esqueci de dizer), ou melhor, vou tomar um suco com umas amigas e depois vamos no grupo de meditação. O único esforço que terei que fazer é dirigir por uma rua com muitos quebra-molas e subir algumas escadas. Espero que isso não seja um problema. Vou tentar ir bem devagar.
Bom, desculpem pelo longo relato, mas é isso tudo que estou fazendo. Estou na esperança que o corticoide e o anticoagulante aumentem minhas chances dessa vez e já me sinto grávida. Tentando me distrair e não ficar ansiosa. Amanhã farei um resumo dos dias após a transferência.
Eu sempre pesquisava na internet sobre alimentação, vitaminas e repouso, mas acabava não fazendo nada além do que o médico dizia que seria necessário (ou seja, NADA). Mas nessa TEC eu havia decidido tentar de tudo e me restava esperar o resultados dos exames para saber se havia alguma alteração que indicasse algum tratamento diferenciado.
O resultados dos exames saíram a prestação. Como eu já tinha uma consulta marcada para fazer um ultra-som e avaliar o desenvolvimento do endométrio, levei parte dos exames. Dos que haviam ficado prontos, apenas o FAN (Fator Anti-Nuclear) deu alterado.
O resultado foi o seguinte:
FATOR ANTI-NUCLEAR (HEP2)
NUCLEO: REAGENTE
NUCLEOLO: NAO REAGENTE
CITOPLASMA: NAO REAGENTE
APARELHO MITOTICO: NAO REAGENTE
PLACA METAFASICA CROMOSSOMICA: REAGENTE
Interpretação : PADRÃO NUCLEAR PONTILHADO FINO DENSO TITULO 1:320
VALOR DE REFERENCIA: NÃO REAGENTE
Confesso que quando vi o resultado fiquei paranoica. Não fazia ideia do que esse exame significava. Comecei a pesquisar e a única conclusão que eu cheguei é que eu tinha anticorpos atacando minhas próprias células, o que era indicativo de uma doença autoimune. Eu não sabia nada sobre doença autoimune e ao pesquisar a primeira que vi foi o Lúpus e logo lembrei que era a doença da Astrid Fontenelle. Na hora gelei, pois sempre a ouvia na TV falando da doença como se fosse algo muito sério. Depois fui me acalmando e lendo um pouco mais vi que o padrão nuclear que apresentei não é o padrão comum para lúpus.
O padrão nuclear pontilhado fino denso que apareceu no meu exame era um padrão que pode ser encontrado em indivíduos saudáveis ou com processos inflamatórios inespecíficos, doenças reumáticas autoimunes, cistite intersticial, dermatite atópica, psoríase e asma. Como eu não tenho sintoma de nenhuma dessas doenças, imaginei que não fosse nada sério.
Graças a Deus, ao chegar no consultório o médico confirmou a minha teoria e disse apenas que iria me passar uma dose baixa de corticoide por precaução. Prescreveu um comprimido por dia de Prednisona 5 mg e me garantiu que a dose era muito baixa e não causaria efeitos colaterais. Ele me explicou que a presença dos anticorpos não indica necessariamente uma doença reumática, mas eles podem interferir na implantação do embrião e atrapalhar a evolução da gravidez, por isso a medicação era importante.
Nunca me imaginei tomando corticoide, mas como a dose era baixa e poderia ser a causa das falhas nas transferências anteriores, saí de lá aliviada e corri pra farmácia para comprar o remédio.
Alguns dias depois os demais exames ficaram prontos e mais uma alteração em vista... dessa vez foi no estudo das mutações A1298C E C677T da MTHFR. E o resultado foi:
MUTAÇÕES A1298C E C677T da MTHFR
C677T : HETEROZIGOTO
A1298C: HETEROZIGOTO
VALORES DE REFERENCIA: NEGATIVO - HOMOZIGOTO SELVAGEM
Levei os exames para meu médico olhar e diante desse resultado o médico considerou iniciar um anticoagulante. Embora a mutação em heterozigose fosse mais branda, como era nos dois (C677T e A1298C), eu poderia sim ter uma forma mais leve de trombofilia (não sei se posso falar assim) que estaria influenciando a implantação dos embriões.
Para maiores informações sobre trombofilias e sobre a mutação da enzima MTHFR, sugiro visitarem o site do Dr. Ricardo Barini.
http://www.barini.med.br/questoes/8/pg/o_que_e_trombofilia
Estava tudo certo... até eu descobrir que o anticoagulante era uma injeção (Versa ou Clexane 40 mg) que eu mesma teria que aplicar todos os dias sozinha. Quando fiz as estimulações dos ovários era meu marido quem aplicava as injeções e eu não gostava nem de olhar. Agora eu teria que me virar e superar o medo para me aplicar as injeções.
Cheguei em casa e corri para o Youtube para aprender como fazer. Encontrei vários vídeos de tentantes que se auto-aplicavam e fiquei mais confiante. Começariam então as injeções diárias, que se Deus quiser só vai terminar com o final da gravidez. Meu médico, que me acompanha desde o início, até brincou que se der certo vou tomar as injeções feliz da vida... e vou mesmo. Agora então eu deveria continuar com o corticoide e iniciar as injeções diárias. Confesso que já até me acostumei e foi mais fácil do que eu pensava.
Desde que comecei a me planejar para essa TEC pesquisei bastante sobre vitaminas e alimentação, coisa que nunca havia feito. Até pesquisava, mas não colocava nada em prática. Dessa vez estava fazendo diferente e apostando todas as minhas fichas. Afinal, tem que dar certo!!! Resolvi então fazer tudo que podia fazer e tomar todas as vitaminas que pudessem fazer bem. Depois de muita pesquisa listo abaixo o que estou fazendo:
Medicações:
Natifa (4 comprimidos 1x ao dia)
Utrogestan 200 mg (2 cápsulas via vaginal 3x ao dia)
Predinsona 5 mg (1 comprimido 1x ao dia)
Aspirina Prevent (1 comprimido 1x ao dia)
Versa 40 mg (1 injeção ao dia)
Vitaminas:
Vitamina C (500mg)
Vitamina D3 (tomei 8000 UI/dia durante 4 semanas e após dose de manutenção de 2000 UI/dia)
Vitamina E (400mg)
Complexo B
Vitamina B12 sublingual (1 mg)
Metilfolato (1mg)
Ácido fólico (5mg)
Omega 3
Alimentação (desde o início do Utrogestan):
Abacaxi (2 fatias pela manhã)
Physalis (5 unidades pela manhã)
Ovos (de 2 a 5 por dia)
Gelatina (acabo comendo muito pouco, mas tento um pouco por dia)
Whey protein (Comprei para aumentar a proteína da dieta e tomo uma medida em dias alternados)
Gatorade (pelo menos 500 ml por dia)
Água de coco (pelo menos 300 ml por dia)
Carne magra (comendo carne todos os dias)
Inhame (enjoada de inhame já, comendo 3 vezes por semana)
Repouso:
Em relação ao repouso eu tinha decretado que dessa vez faria o máximo de repouso até o dia do Beta. Sempre fiz repouso somente nos primeiros dias, mas dessa vez estaria de férias e seria mais fácil. A questão é que hoje completo 5 dias em casa (D4 após a transferência) sem nem colocar os pés no portão e não aguento mais. Estou sozinha e entediada... ter que mentir pra algumas pessoas também é uma parte chata. Eu não contei pra absolutamente ninguém e negar convites dando desculpas esfarrapadas já está me deixando mal também. Dei sorte que agarrei num livro de 400 páginas que me distraiu por dois dias consecutivos.
Então decidi que amanhã à noite vou tomar café (na verdade exclui o café da dieta, esqueci de dizer), ou melhor, vou tomar um suco com umas amigas e depois vamos no grupo de meditação. O único esforço que terei que fazer é dirigir por uma rua com muitos quebra-molas e subir algumas escadas. Espero que isso não seja um problema. Vou tentar ir bem devagar.
Bom, desculpem pelo longo relato, mas é isso tudo que estou fazendo. Estou na esperança que o corticoide e o anticoagulante aumentem minhas chances dessa vez e já me sinto grávida. Tentando me distrair e não ficar ansiosa. Amanhã farei um resumo dos dias após a transferência.
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