Minha jornada até aqui: histórico de transferências anteriores...
Bom, estou na quarta transferência de embriões. Nunca consegui fazer transferências de embriões frescos pois tive hiperestimulação ovariana nas duas FIVs, então fazia a estimulação e congelava os óvulos para posterior transferência. Esse cuidado é necessário para que o organismo se recupere e os riscos da hiperestimulação sejam minimizados.
Na primeira estimulação ovariana foram coletados 5 óvulos e apenas 3 fertilizaram e se tornaram embriões, o que gerou duas transferências de embriões congelados. Na segunda estimulação foram coletados 20 óvulos maduros. ISSO MESMO! 20! Dos 20, congelei 10 óvulos e fertilizei os 10 restantes, que deram origem a 4 embriões de 3 dias e 1 blastocisto.
A primeira TEC foi realizada em janeiro de 2015 e o resultado foi negativo. Levei o resultado numa boa. Era a primeira tentativa e sabia que a chance de não dar certo existia. Ficamos tranquilos e recuperando as forças para a próxima transferência, que estava planejada para ser realizada dentro de 6 meses.
A segunda TEC foi então realizada em junho de 2015 e dessa vez o resultado foi positivo. Me senti no céu! Eu e meu marido ficamos muito felizes ao ver o beta progredindo e ao começar a planejar o futuro do nosso bebê. O sonho durou pouco e com 4 semanas tive um forte sangramento e perdi o bebê. Meu mundo caiu! Decidimos dar um tempo no tratamento, pois como tive hiperestimulação e preciso de doses maiores que as convencionais para produzir óvulos, o processo foi muito sofrido. Faria 10 mil transferências, mas para pensar em passar pela estimulação e punção novamente precisava de um tempo.
As primeiras duas transferências foram realizadas em uma clínica em São Paulo com a qual meu médico era conveniado. Eu fazia todo o acompanhamento e exames na minha cidade e os procedimentos em São Paulo. Acontece que a essa altura o meu médico estava montando sua própria clínica na nossa cidade e tudo ficaria mais fácil. Decidimos então tentar novamente em breve e veio a Zica para adiar um pouco os planos. E no final de 2016, com a ameaça da Zica um pouco mais distante, procuramos a Clínica para retomarmos o tratamento.
A estimulação foi um sucesso e conseguimos muitos óvulos e embriões suficientes para 3 transferências. Foram congelados 2 conjuntos de 2 embriões de 3 dias e um blastocisto separadamente.
Acontece que durante a preparação para a terceira TEC recebemos uma notícia que mudaria muitos planos em nossa vida. Meu marido estava sendo transferido para outro país. Uma oportunidade que sempre quisemos. Amamos viajar e morar um tempo em outro país era um dos nossos sonhos... vivenciar outra cultura, ter fluência em outra língua, conhecer lugares diferentes... tudo isso nos atrai e fazem parte da lista de coisas que gostamos de fazer ou de sonhos que queremos realizar. Bom, profissionalmente para ele a notícia era ótima. Para mim também seria bom, pois como tenho um emprego público, consigo pedir licença para acompanhá-lo e quando voltarmos posso reassumir o cargo. Mas e o nosso filho? Começar o tratamento em outro país seria muito difícil e desistir do nosso sonho estava fora de cogitação. Para mim era fácil deixar pra trás o trabalho, os planos da casa nova no Brasil que iríamos começar a construir, a família... mas nosso filho, NÃO.
Foi então que tomamos uma difícil decisão. Ele iria antes e eu ficaria no Brasil para fazer a transferência e viajaria já grávida para ter nosso filho lá. Só que depois de ter passado por tudo sozinha aqui no Brasil, o resultado foi NEGATIVO. E mais uma vez nosso mundo ruiu. E agora?
Bom, e agora que não dá pra desistir. Resolvi ficar no Brasil mais um pouco... o tempo suficiente para fazer outra transferência. E é nesse momento que estou agora, esperando para fazer o beta da minha quarta TEC. Fiz a transferência no dia 17 de março e meu beta está marcado para o dia 29 (provavelmente farei no dia 27).
Está sendo muito difícil ficar longe do meu marido, mas esse tempo foi bom para me reconectar com Deus, para aumentar a minha fé, para me dedicar de corpo e alma ao tratamento, para fazer o possível e acreditar que Deus fará o impossível e que já recebi a benção de gerar um filho!
No próximo post, contarei um pouco do que mudou nessa última transferência, do que fiz de diferente e dos resultados dos novos exames que realizei.
Finalizo desejando muita paciência, sabedoria e fé à todas as tentantes que passarem por aqui!

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